terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Para os Rapazes e para os Homens.


Gordon B. Hinckley
Quero dirigir-me primeiramente aos rapazes que estão hoje aqui. Obrigado por sua presença, onde quer que estejam reunidos. Obrigado por freqüentarem o seminário, bem como as reuniões dominicais. Louvo-os por seu desejo de aprenderem o evangelho, de aprofundarem seu conhecimento estudando a palavra do Senhor. Obrigado pelo desejo que têm em seu coração de servirem como missionários. Obrigado por seus sonhos de casarem-se no templo e de criarem sua própria família de modo honrado.
Vocês não são “garotos perdidos”. Não estão desperdiçando a vida vagando sem rumo. Vocês têm um propósito. Têm objetivos. Têm planos que só podem conduzi-los ao crescimento e fortalecimento.
Se utilizarem a energia que possuem e concentrarem seus sonhos em um objetivo, muitas coisas maravilhosas irão acontecer. Recebi recentemente a proclamação de um grupo de rapazes SUD da área norte da Califórnia. Eles pertencem a 19 estacas diferentes. Quando se reuniram nas montanhas, visitaram o local em que ocorreu uma tragédia na época dos pioneiros. Enquanto os rapazes meditavam sobre o que tinham visto e as recordações de seu legado, foram convidados a assinar a Proclamação do Acampamento Escoteiro da Trilha Mórmon. Gostaria de ler essa promessa para vocês.
“Declaramos a todos que somos escoteiros e portadores do Sacerdócio Aarônico de Deus. Juramos fidelidade aos valores e princípios que guiaram os soldados do Batalhão Mórmon e os homens e mulheres, Pioneiros Santos dos Últimos Dias, que ajudaram a estabelecer este estado da Califórnia. Como seus filhos agradecidos, regozijamo-nos em nosso legado de serviço ao próximo.
Neste dia, 18 de julho de 1998, assumimos o compromisso de converter-nos ao evangelho de Jesus Cristo. Estudaremos as escrituras. Oraremos pedindo forças para obedecer. Trabalharemos. Empenhar-nos-emos de todo o coração em seguir o exemplo de Jesus.
Magnificaremos o sacerdócio que nos foi concedido, servindo ao próximo. Manter-nos-emos dignos de abençoar o sacramento da Ceia do Senhor. Sempre que houver necessidade de ajuda, da mesma forma que nossos antepassados, seremos voluntários.
Provar-nos-emos dignos do Sacerdócio Maior, de Melquisedeque. Comprometemo-nos a integrar o exército do Senhor e seguir adiante como missionários de tempo integral para convidar todas as pessoas a achegarem-se a Cristo.
Somos os jovens do convênio. Preparar-nos-emos para receber o convênio do casamento eterno. Oramos para que tenhamos uma esposa e filhos dignos, a quem honraremos e protegeremos com nossa própria vida.
Declaramos que, sejam quais forem os riscos, tentações ou condições do mundo a nosso redor, tal como nossos antepassados foram fiéis, também o seremos. Tal como os que viveram antes de nós, não procuraremos nosso próprio engrandecimento e renunciaremos a vantagens pessoais para construir uma sociedade pacífica, governada por Deus.
Seremos fiéis a esse nosso juramento em todos os momentos e em todos os lugares.”
Quero cumprimentar todos os rapazes que assinaram esse juramento. Oro para que nenhum deles deixe de cumprir a promessa que fez a si mesmo, à Igreja e ao Senhor.
Quão diferente seria este mundo se todo rapaz pudesse e quisesse assinar uma promessa como essa. Não haveria vidas devastadas pela droga. Não haveria gangues, com crianças matando outras e rapazes seguindo por um caminho que irá conduzi-los à prisão ou à morte. A educação seria um prêmio digno de ser conquistado. O serviço na Igreja seria uma oportunidade apreciada. Haveria mais paz e amor no lar. Não haveria pornografia nem livros imorais. Vocês honrariam e respeitariam as moças de seu convívio, e elas nunca teriam medo de estar em sua companhia em qualquer situação. Seria como se os valentes guerreiros de Helamã tivessem recrutado os jovens de todo o mundo para o seu estilo de vida.
É claro que a missão deve fazer parte de seus planos. Vocês devem servir com alegria em qualquer lugar a que sejam enviados para fazer o trabalho do Senhor, dedicando todo o seu tempo, atenção, força, energia e amor a esse serviço.
Gostaria de ler para vocês alguns trechos da carta de um rapaz que está servindo missão. Ela foi escrita para sua família, e espero não estar sendo indiscreto ao lê-la para esta grande congregação. Não mencionarei o nome do remetente nem a missão em que está.
Ele escreve: “O ano que passou foi extraordinário! Fui transferido do escritório da missão e designado para um pequeno ramo. Minha vida mudou drasticamente desde a última transferência. Nos últimos meses aprendi o que realmente importa na vida. Aprendi o que realmente tem valor. Aprendi a esquecer-me de mim mesmo. Aprendi a trabalhar de modo eficaz. Aprendi a amar as pessoas. Aprendi que Deus me ama e que eu O amo. Em resumo, aprendi a viver de acordo com minhas crenças. ( . . . )
Aprendi a respeito das pessoas e das coisas. Vi lágrimas de alegria no rosto daqueles que nunca tiveram o conhecimento de que eram filhos de Deus. Vi as orações dos arrependidos serem atendidas. Vi as pessoas absorverem o evangelho de Jesus Cristo e desejarem tornar-se uma nova pessoa, tudo isso por causa de algo que sentiram. ( . . . )
Sonho freqüentemente com o plano de salvação. Penso na obra maravilhosa e um assombro que foram realizados. Penso no poder e na força dos anjos que estão entre nós. Imagino quantos deles estão à minha volta ajudando-me a prestar testemunho em uma língua que nunca pensei que seria capaz de compreender plenamente.
Medito nas coisas pacíficas de glória imortal que Enoque viu em sua visão. ( . . . ) Sou grato a Deus por ser quem sou. Minha maior bênção na vida é estar vivo e a serviço de nosso Deus. Nisso encontro grande paz e alegria”.
Meus queridos jovens amigos, espero que todos vocês estejam almejando o serviço missionário. Não posso prometer que será divertido. Não posso prometer facilidade e conforto. Não posso prometer que não terão de passar por momentos de desânimo, temor ou mesmo angústia. Mas posso prometer que crescerão como nunca o fizeram em um período de tempo equivalente em toda a sua vida. Prometo-lhes uma felicidade que será ímpar, maravilhosa e duradoura. Posso prometer que vocês reavaliarão sua vida, estabelecerão novas prioridades, viverão mais perto do Senhor, e que a oração se tornará uma experiência real e maravilhosa, que vocês andarão na fé proveniente das boas coisas que fizerem.
Deus os abençoe, rapazes e meninos desta Sua grande Igreja. Que cada um de vocês se decida com mais determinação a ser um santo dos últimos dias em todos os sentidos do termo. Que a realização, o sucesso e o serviço sejam sua recompensa na fascinante e maravilhosa vida que têm à sua frente.
Gostaria agora de dirigir-me aos homens mais velhos, esperando que parte da lição sirva para os jovens também.
Quero falar-lhes a respeito de assuntos materiais.
Para alicerçar o que vou dizer, gostaria de ler alguns versículos do capítulo 41 de Gênesis:
Faraó, o rei do Egito, teve sonhos que o deixaram muito perturbado. Os sábios de sua corte não foram capazes de interpretá-los. José foi, então, levado à sua presença: “Então disse Faraó a José: Eis que em meu sonho estava eu em pé na margem do rio,
E eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas à vista, e pastavam no prado.
E eis que outras sete vacas subiam após estas, muito feias à vista e magras de carne. ( . . . )
E as vacas magras e feias comiam as primeiras sete vacas gordas; ( . . . )
Depois vi em meu sonho ( . . . ) que de um mesmo pé subiam sete espigas cheias e boas;
E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental, brotavam após elas.
E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. ( . . . )
Então disse José a Faraó: ( . . . ) O que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.
As sete vacas formosas são sete anos, as sete espigas formosas também são sete anos, o sonho é um só. ( . . . )
O que Deus há de fazer, mostrou-o a Faraó.
E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do Egito.
E depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, ( . . . ) e Deus se apressa em [fazê-lo]“. (Ver Gênesis 41:17 32)
Irmãos, quero deixar bem claro que não estou profetizando. Não estou prevendo sete anos de fome no futuro. Mas estou sugerindo que chegou o momento de colocar nossa casa em ordem.
Existem muitos entre nós que estão vivendo no limite de suas rendas. De fato, alguns estão vivendo com dinheiro emprestado.
Testemunhamos, nas últimas semanas, algumas mudanças bruscas e atemorizadoras nas bolsas de valores de todo o mundo. A economia é algo muito frágil. Uma queda na economia de Jacarta ou de Moscou pode imediatamente afetar o mundo inteiro. Ela pode afetar cada um de nós como indivíduos. Existem indicações de que haverá tempos difíceis à frente, para os quais seria prudente que nos preparássemos.
Espero sinceramente que não voltemos a passar por uma crise mundial. Sou testemunha da Grande Depressão da década de trinta. Terminei a universidade em 1932, quando o índice de desemprego nesta região estava acima de 33 por cento.
Meu pai, naquela época, era o presidente da maior estaca da Igreja neste vale. Isso foi antes da criação de nosso atual sistema de bem-estar. Ele andava de um lado para o outro, preocupado com o povo de sua estaca. Juntamente com outras pessoas, montou um grande projeto de corte de lenha para alimentar o sistema de aquecimento das casas a fim de manter as pessoas aquecidas no inverno. Elas não tinham dinheiro para comprar carvão. Homens que tiveram posses estavam entre aqueles que cortavam lenha.
Gostaria de repetir que espero que nunca mais tenhamos de enfrentar outra crise assim. Mas fico preocupado com a imensa dívida que as pessoas deste país, inclusive muitos membros da Igreja, estão assumindo nos sistemas de crediário. Em março de 1997, essa dívida chegou a 1,2 trilhões de dólares, o que representa um aumento de 7 por cento em relação ao ano anterior.
Em dezembro de 1997, entre 55 e 60 milhões de famílias nos Estados Unidos tinham dívidas no cartão de crédito. A média das dívidas era de sete mil dólares e representava uma despesa de mil dólares por ano em juros e taxas. A dívida no cartão de crédito em relação à renda líquida subiu de 16,3 por cento, em 1993, para 19,3 por cento, em 1996.
Todos sabem que cada dólar emprestado carrega consigo o peso dos juros. Quando não se consegue pagar a dívida, vem a falência. Houve 1.350.118 falências nos Estados Unidos no ano passado. Isso representa um aumento de 50 por cento em relação a 1992. No segundo trimestre deste ano, quase 362.000 pessoas entraram com pedido de falência, um número recorde para um único trimestre.
Somos enganados por propagandas sedutoras. A televisão mostra ofertas tentadoras de empréstimos que chegam a 125 por cento do valor da casa da pessoa. Mas não se faz menção aos juros cobrados.
O Presidente Reuben Clark Jr., na reunião do sacerdócio da conferência de 1938, disse deste púlpito: “Ao assumir uma dívida, os juros tornam-se seu companheiro dia e noite; você não pode evitá-los ou escapar deles; não pode despedi-los; eles permanecem indiferentes a súplicas, solicitações ou ordens; e se você cruzar seu caminho ou deixar de atender suas solicitações, eles o esmagarão”. (Conference Report, abril de 1938, p. 103.)
Reconheço que talvez haja necessidade de se fazer um empréstimo para a compra da casa própria. No entanto, compremos uma casa que possamos pagar, reduzindo dessa forma as parcelas que nos serão constantemente cobradas, sem misericórdia ou descanso, pelo período de até 30 anos.
Ninguém sabe quando haverá uma emergência. Fiquei sabendo de um homem que era extremamente bem-sucedido em sua profissão. Ele vivia muito bem. Construiu uma casa muito grande. Então, certo dia, sofreu um grave acidente. Instantaneamente, sem qualquer aviso, quase perdeu a vida. Ficou inválido. Toda a sua capacidade de trabalho ficou inutilizada. Ele precisou pagar uma fortuna em despesas médicas, além de outros pagamentos que tinha para fazer. Ficou à mercê de seus credores.
Desde o início da Igreja, o Senhor tem-Se manifestado a respeito das dívidas. Para Martin Harris, por revelação, Ele disse: “Paga a dívida contraída com o impressor. Livra-te da servidão”. (D&C 19:35)
O Presidente Heber J. Grant utilizou este púlpito muitas vezes para falar a respeito desse assunto. Ele disse: “Se existe uma coisa que trará paz e alegria ao coração humano e à família é viver dentro dos recursos disponíveis. E se existe algo doloroso, desanimador e desencorajador são as dívidas e as obrigações que não podem ser pagas”. (Heber J. Grant, Gospel Standards, 1941, G. Homer Durham (comp.), p. 111.)
Estamos proclamando a mensagem de auto-suficiência por toda a Igreja. A auto-suficiência não pode ser alcançada se grandes dívidas pesarem sobre a família. Nunca teremos independência nem liberdade se estivermos devendo alguma coisa a alguém.
Ao administrar os negócios da Igreja, tentamos ser um exemplo. Temos por norma, a qual seguimos estritamente, separar a cada ano uma porcentagem das rendas da Igreja de modo a estarmos preparados para uma possível necessidade futura.
Sou grato por poder dizer que a Igreja, em todos os seus negócios, empreendimentos e departamentos, é capaz de funcionar sem fazer empréstimos. Quando não temos condições de realizar alguma coisa, fazemos cortes em nossos programas. Reduzimos as despesas para que se mantenham dentro de nossas rendas. Nunca fazemos empréstimos.
Um dos dias mais felizes da vida do Presidente Joseph F. Smith foi aquele em que a Igreja pagou as dívidas antigas que tinha. Ela nunca mais teve dívidas desde aquela época.
Que sensação maravilhosa é estar livre de dívidas e ter um pouco de dinheiro guardado para alguma emergência e que poderá ser usado quando necessário.
O Presidente Faust provavelmente não lhes contaria o que vou relatar, pode ser que fique bravo comigo depois. Ele tinha uma dívida do financiamento de sua casa que lhe cobrava 4 por cento de juros. As pessoas diziam-lhe que seria tolo saldar a dívida, já que os juros eram tão baixos. Mas na primeira oportunidade que teve de conseguir algum dinheiro, ele e a esposa decidiram quitá-la. Desde aquela época, ficou livre de dívidas. É por isso que ele sempre tem um sorriso no rosto e assobia enquanto trabalha.
Rogo-lhes, irmãos, que analisem sua situação financeira. Rogo-lhes que sejam comedidos em suas despesas, controlem-se no que se refere a compras, que evitem ao máximo as dívidas, que as paguem assim que possível e se livrem da servidão.
Isso faz parte do evangelho secular em que acreditamos. Que o Senhor os abençoe, meus amados irmãos, para que coloquem sua casa em ordem. Se já pagaram suas dívidas, se têm uma reserva, mesmo que seja pequena, mesmo que chegue a tempestade, terão abrigo para sua esposa e filhos e paz no coração. Não tenho mais nada a dizer quanto a esse assunto, mas saliento ao máximo o que disse.
Deixo-lhes meu testemunho da divindade desta obra e meu amor a cada um de vocês, em nome do Redentor, o Senhor Jesus Cristo. Amém.

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

O Presidente Packer Ensina a Respeito de Como Sobreviver no Território Inimigo durante o Centenário do Seminário

  Enviado por Heather Whittle Wrigley, Notícias e Acontecimentos da Igreja
  • 23 JANUARY 2012
Assista a um vídeo do programa que comemora a história do seminário.

  • “ Não faz muita diferença o que vocês escolherem como profissão. O que importa é o que vocês
     serão.” —Presidente Boyd K. Packer, do Quórum dos Doze Apóstolos.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias comemorou um século de seminário no domingo, 22 de janeiro de 2012, com a transmissão de um programa especial, com comentários do Presidente Boyd K. Packer, Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos.
Também presentes estavam o Presidente Thomas S. Monson, que presidiu; Presidente Henry B. Eyring, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência; Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência; Élder Russell M. Nelson e Élder Jeffrey R. Holland, do Quórum dos Doze Apóstolos; e o Élder Paul V. Johnson, dos Setenta
Estudantes de sete seminários locais apresentaram um número musical: “Estudando as Escrituras”.
Ao apresentar o Presidente Packer, o Élder Johnson mencionou que o Presidente Packer frequentou o segundoseminário estabelecido na Igreja, em Brigham City, Utah, EUA.
“Cada um de nós tem sido abençoado por causa da decisão [do Presidente Packer] de tornar-se professor, tomada por ele há muitos anos em uma pequena ilha”, disse o Élder Johnson. “Ele amava seus estudantes, quando ensinou noseminário, anos atrás, e ama todos os jovens da Igreja hoje.”
Em 1949, depois do serviço militar, o Presidente Packer começou a trabalhar como professor do seminário, no mesmoseminário em que se formou. Durante sua carreira como professor, ensinou o primeiro curso do seminário que estudou o Livro de Mórmon.
Após ensinar por alguns anos, ele serviu como supervisor dos seminários para a Igreja. Depois de seu chamado como Autoridade Geral, ele serviu durante 34 anos, na Junta de Educação da Igreja e no Comitê Executivo dessa junta.
Ao púlpito, o Presidente Packer instruía: “Não desperdicem esses anos de estudo do seminário. Desfrutem das grandes bênçãos advindas de aprender as doutrinas da Igreja e os ensinamentos dos profetas. Aprendam o que é mais valioso.”
O Presidente Packer comparou o mundo hoje ao território inimigo, onde o adversário se infiltrou nos lares, na mídia, nos entretenimentos, na linguagem, e muito mais.
“O que é mais valioso e desejável”, disse o Presidente Packer, “é a sabedoria. As escrituras dizem: ‘A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria’, e eu acrescentaria: ‘emprega tudo o que possuis, e [continuem a andar]’” (Provérbios 4:7), disse ele.
“O ensino só pode ir até certo ponto”, prosseguiu, “mas uma vez que a pessoa descobriu como o Espírito Santo age em sua vida, [ele ou ela] poderá viver em território inimigo sem ser enganado ou destruído (…), sem antes ser avisado pelos sussurros do Espírito Santo”.
“Esse poder de revelação do dom do Espírito Santo age com base nos princípios de retidão”, disse o Presidente Packer. “A palavra-chave é disciplina,” enfatizou. “A palavra disciplinavem da palavra discípulo ou seguidor. Sejam discípulos/seguidores do Salvador e estarão seguros.”
“Os princípios de retidão incluem a oração—proferida ou com mais frequência, silenciosa”, disse ele.
“Cuidem de seu corpo”, aconselhou, citando a Palavra de Sabedoria, “e evitem tudo que possa desfigurar o corpo ou desonrar a si próprio, a seus pais ou a Deus.”
Também falou sobre o tópico pureza moral. “Vocês sempre têm a escolha de seguir os sussurros do Espírito Santo e viver uma vida moralmente pura e casta, cheia de virtude”, disse, e acrescentou que precisamos usar nosso arbítrio para evitar a agir seguindo qualquer impulso ou tentação impura que possa vir-nos à mente.
Finalmente, disse: “Acrescentem ‘arrepender-se frequentemente’ à sua lista de coisas para fazer. Quando decidirem se arrepender, vocês receberão um testemunho e saberão que o evangelho é verdadeiro.”
“Alguns de vocês estão indecisos e se debatem para saber o que fazer”, disse ao final o Presidente Packer. “Não faz muita diferença o que vocês escolherem como profissão. O que importa é o que vocês serão. (…)Lembrem-se de que o Espírito sempre está com vocês para ensiná-los.”

Um Programa Inspirado

Um vídeo exibido antes dos comentários do Presidente Packer comemorou a trajetória doseminário, com histórias e mensagens de alunos do seminário e de Autoridades Gerais de todo o mundo, inclusive do Presidente Eyring.
Tendo servido como Comissário de Educação da Igreja entre 1980 e 1985 e também de 1992 a 2005, o Presidente Eyring tem laços significativos com o programa do seminário. No vídeo, ele revelou que a mãe, Mildred Bennion, então com 16 anos de idade, esteve entre os primeiros alunos a aprenderem o evangelho naquela classe inicial do seminário, em 1912.
“Ela era filha de um homem que chamaríamos hoje de ‘menos ativo’”, recordou-se. “Alguma pessoa atenciosa naqueles dias deve ter convidado Mildred para o seminário. Alguém vislumbrou como esse programa abençoaria a vida de cada rapaz e moça da Igreja. E esse professor do seminário abençoou a vida de dezenas de milhares de pessoas desconhecidas, por causa da mensagem que ensinou a uma menina.”
“A meta do seminário foi e sempre será ensinar verdades eternas, para permitir que os filhos de Deus escolham conhecer e amar o Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo”, enfatizou o Presidente Eyring no vídeo.
“A vocês, extraordinários rapazes e moças que são alunos, eu os incentivo — apesar das dificuldades que enfrentam — a frequentarem o seminário”, disse ele. “Tenham fome e sede de conhecer e fazer aquilo que o Salvador ensinou. Ao fazê-lo, o Espírito do Senhor será seu companheiro constante. Ele irá fortalecê-los para as batalhas que enfrentarão e para a grande obra que realizarão em sua família e na Igreja.”

A História do Seminário

seminário é um curso de estudos de quatro anos, apresentado por intermédio do Sistema Educacional da Igreja (SEI), que oferece instrução religiosa a jovens entre 14 e 18 anos de idade. Os alunos estudam um diferente livro de escritura a cada ano, incluindo o Velho Testamento, o Novo Testamento, o Livro de Mórmon e Doutrina e Convênios.
Os primeiros 70 alunos a entrarem em uma aula do seminário o fizeram durante o período escolar em 1912 num edifício do seminário ao lado do Colégio Granite, em Salt Lake City, Utah, EUA. Nos anos seguintes, mais e mais jovens da Igreja foram matriculados nos sistemas de escola pública que não ofereciam a oportunidade para o estudo diário das escrituras.
Em 1948, o Canadá tornou-se o primeiro país fora dos Estados Unidos a realizar oseminário.
No final da década de 1940, a necessidade de educar os jovens no evangelho inspirou um grupo de presidentes de estaca, no sul da Califórnia, a solicitar o estabelecimento de um programa de seminário da Igreja.
Durante o ano escolar de 1948–1949, Marion –D. Hanks, que mais tarde serviu na Presidência dos Setenta, teve sucesso ao ensinar uma classe do seminário diário na West High School [Escola Secundária West], em Salt Lake City, Utah, EUA. Realizar aulas semelhantes parecia ser uma solução lógica para os santos da Califórnia, e as onze estacas receberam aprovação para formar treze classes diárias.
Desde seu início há um século, bem mais de um milhão de jovens da Igreja têm-se beneficiado com o programa do seminário.
Hoje, 375.000 jovens, em 143 países, fazem do seminário diário uma prioridade em sua vida, quer frequentem um programa bem cedo, participem de um curso noturno, estudem em casa ou o incluam como parte de seu horário na escola. Há apenas quatro anos, as classes do seminário foram estabelecidas em Benin, Georgia e Marrocos.
No domingo, quase 22.000 jovens em idade de seminário, seus pais, líderes de jovens e professores do seminário participaram de uma comemoração de 100 anos de seminário, no Centro de Conferências em Salt Lake City, Utah, EUA. Dezenas de milhares mais assistiram à transmissão em sua capela local ou on-line em casa.

O Seminário Me Faz Feliz

O Seminário Me Faz Feliz


Alunos do seminário na Áustria e na Suíça sentem grande satisfação em estudar juntos o evangelho.
Johannes Malzl estava atrasado para a escola novamente. O trem estava lotado e lento na volta do seminário e ele teve que correr para a escola; ainda assim, chegou atrasado. Toda vez que ele se atrasava, a professora perguntava o que havia acontecido. “No começo, eu tentava não dizer que estava no seminário. Só dizia que tinha dormido demais. Então, um dia, ela pediu: ‘Por favor, me diga onde você estava’. Eu estava diante de toda a classe. Como estávamos na aula de inglês, ela disse que eu deveria responder em inglês. Todos os meus colegas sabem que sou membro da Igreja, mas não do seminário. Expliquei que tinha de levantar às 5h da manhã e pegar o trem para a capela, depois, o trem para a escola. Eles disseram: ‘Que é isso? Ficou doido?’”
Johannes explicou: “Para mim, ir ao seminário me fortalece. Quando vou à escola e meus amigos falam todo o tipo de coisa, é bom ter força espiritual de manhã”.

Seminário na Áustria

Johannes é membro da ala Salzburgo-Flachgau, Estaca Salzburgo Áustria. A maioria dos adolescentes de sua estaca vão ao seminário pela manhã quatro vezes por semana. Alguns enfrentam o frio e a escuridão para pegar o trem para a capela. Outros vão para sua própria sala de estar onde seus pais lhes dão as aulas do seminário.
“Minha mãe é minha professora do seminário”, diz Julia Grosz, da Ala Linz. “Sempre tomo meu desjejum durante a aula. Temos seminário todas as manhãs. Isso me ajuda a começar o dia com um espírito melhor. Ficamos mais animadas e felizes.”
Julia e sua irmã, Carina, estudam juntas. Elas gostam de ser ensinadas pela mãe todas as manhãs à mesa do desjejum.
Ben Schenk, da ala Salzburgo-Flachgau, sente muita diferença quando vai ao seminário. “Quando vou ao seminário, meus dias são melhores. Ele me ajuda muito, até na escola. Parece até que não tenho tantos problemas. As coisas básicas que aprendemos no seminário ajudam no dia-a-dia. Digo aos alunos que estão no primeiro ano que ir ao seminário vale a pena, mesmo que esteja escuro e tão frio que o rosto chegue a queimar e dê para ouvir o gelo estalando debaixo dos pés. O seminário ajuda muito.”
Um sábado antes do início do ano letivo, os jovens da estaca Salzburgo se reuniram para o começo de mais um ano de seminário. Parece mais uma grande festa do que uma reunião da Igreja, apesar de estarem ali para uma aula. É um ambiente divertido porque muitos bons amigos que não se vêem com freqüência se reuniram nessa tarde e ficaram para um jantar e um baile.
Marie Krenn, da Ala Klagenfurt, recorda-se de quando começou oseminário há quatro anos. “Pediram que todos os que estivessem lá pela primeira vez ficassem de pé. Pensei: ‘Nossa, não conheço ninguém!’ mas depois fiz amizade com todos.” Ela menciona as outras ocasiões em que os jovens da estaca se reúnem, como, por exemplo, nas caravanas ao templo, conferências de jovens, no acampamento das Moças e nos Super Sábados.
David Fuchs, da Ala Wels, que está começando seu primeiro ano, só sabe o que lhe disseram, mas está entusiasmado com a idéia de começar oseminário. “Espero aprender as escrituras e me preparar para a missão.”
Stephanie Kafka, da Ala Linz-Urfahr, também está entusiasmada com seu primeiro ano. “Não vejo a hora de não ter que estudar as escrituras sozinha. Terei outros jovens com quem conversar.”

Seminário na Suíça

Na Suíça, que é um país vizinho, os alunos do seminário da Estaca Berna Suíça também estão reunidos para iniciar um novo ano de seminário. Eles vieram de vários lugares e se reuniram na capela de Basel. Assim como em Salzburgo, há uma atmosfera festiva nessa reunião. O salão cultural está decorado para um baile e o jantar está sendo aquecido na cozinha.
A maioria dos alunos do seminário fazem uma combinação de estudo no lar e aulas. Estelle Hansen, da Ala Aarau, explica como o semináriofunciona para ela. Estelle mora num vilarejo, mas felizmente muitos membros da Igreja moram por ali.Cerca de oito jovens reúnem-se três vezes por semana na casa da professora. Eles também estudam em casa um dia e, às quartas-feiras, têm aula do seminário à noite. “Gosto principalmente dos vídeos. As coisas ficam tão claras e fáceis de entender”, diz Estelle. “Meu irmão Jen está começando o seminário. Ele sabe que é importante, e somos abençoados por participar. Já falei doseminário para meus amigos, mas eles não entendem. Eles não gostam de ler a Bíblia porque não é importante para eles. Eles não conseguem entender por que eu gosto.”
Vários alunos na estaca têm a vantagem de ir ao seminário todas as manhãs. As aulas do seminário da Ala Pratteln são dadas na casa de Rebekka Wiesner e sua irmã, Noëmi. Rebekka diz: “Quando o seminário é de manhã, podemos pensar sobre a aula durante o dia. Nossa professora dá exemplos excelentes, é engraçada e faz brincadeiras. Não é chato. Nós rimos e aprendemos”.
De volta à capela da Ala Basel, duas irmãs, Annika e Sabrina Warnckle, e o irmão delas, Jan, esperam pacientemente, num pequeno parque do outro lado da rua o início do Super Sábados. Eles acabaram de se mudar para a Ala Basel, mas já conhecem o seminário e gostam muito dele. Os três estudam com o pai, em casa. Às vezes, ficam impressionados ao ver o quanto o pai conhece as escrituras. Mas, o que eles mais gostam é do que sentem por estudar juntos. Jan diz: “Na escola, é difícil sentir o Espírito, mas, no seminário, sinto uma coisa boa no coração”. Annika complementa: “É um sentimento que não dá para descrever. Quando a gente só lê as escrituras, não sente isso com freqüência. Mas, quando a gente estuda, aí sim, sente”.
Melissa Römer, da Ala Biel, também fala do que às vezes sente noseminário: “A gente sente a presença do Espírito Santo com muita intensidade e sabe que está fazendo o que deveria fazer”.
A palavra que sempre é citada quando conversamos com esses jovens da Áustria e da Suíça sobre o que sentem a respeito do seminário éfelicidade. Sim, é difícil levantar cedo. Muitas vezes está frio e escuro. Mas vale a pena? Claro que sim! Aprender a respeito do Senhor e do Salvador Jesus Cristo e o que está nas escrituras os faz feliz; e esse é o tipo de felicidade que eles preferem.